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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Câmara de Vereadores de Assunção do Piauí estudam substituição do comandante do GPM

PB214453
Tendo em vista os últimos atos de violência ocorridos na região e, que tais acontecimentos são consequências da falta de prevenção por parte da segurança pública, principalmente maior fiscalização e combate ao tráfico de drogas e armas, a sessão ordinária dos vereadores de Assunção do Piauí, nesta quarta-feira, 19, abordou, entre outros assuntos, a substituição do comandante do GPM de Assunção do Piauí, Sargento Deusimar.
Para a vereadora Neta Santana, a população não pode continuar com essa sensação de insegurança. “Lamentamos muito a tragédia ocorrido com a agricultora Maria Suelane, assassinada por seu companheiro no dia 12, crime bárbaro e que Deus conforte a família. Diante desse situação convido os companheiros vereadores pra tomarmos uma atitude pra que haja a substituição do comandante do GPM que se encontra atuando em nossa cidade, visto que a vítima havia procurado a delegacia de polícia dias antes do acontecimento e não teve a devida atenção por parte da segurança pública, criando a partir daí, um sentimento de revolta na população e a busca de solução por parte das autoridades” – disse.
O vereador Zezo Marô também citou o caso do meliante que ateou fogo na casa da própria tia, a professora Ednalda. “Ele incendiou a casa da professora e por pouco não houve uma tragédia maior. Também nesse caso buscaram ajuda policial e pouco fizeram. Diante desse caso, solicito ao senhor presidente que encaminhe um oficio pedindo a Secretaria de Segurança do Estado, a substituição do comandante. Para o bem do nosso município, esse delegado não pode mais permanecer aqui”- disse o vereador.
O vereador Zezo Marô sugeriu também que o Cabo Osias fosse promovido para o cargo de comandante do GPM. “Eu tenho ouvido muita gente dizer que mesmo quando ele estar sozinho, ele impõe muito respeito na cidade e as pessoas confiam no trabalho dele. A maioria do tempo ele exerce sua profissão em São Miguel do Tapuio, mas seria muito bom que ele fosse promovido, inclusive existem varias cidades que o comandante do GPM mora na cidade e como ele conhece todos os moradores da cidade, sabe quem dá trabalho ou não, seria muito mais fácil realizar o trabalho de forma correta.''
Ainda sobre o assunto, o vereador Ronnivon também fez o seguinte comentário: “Tratando dessa insegurança que permeia na nossa cidade de Assunção, o que sentimos é que a única segurança que temos é somente a de Deus, porque a segurança publica está deixando muito a desejar. No início quando o comandante aqui chegou, adotou medidas desnecessárias e exageradas que não eram interessantes pra nossa comunidade. Nós vereadores, como representantes do povo, vamos juntar uma comissão de vereadores, juntamente com o prefeito Gabriel Mendes e levarmos esse caso até a Secretaria de Segurança do Estado, na pessoa do Comandante Geral da Policia Militar, solicitando além de substituir o comandante, aumentar também a quantidade de policiais suficiente para atender as necessidades de nosso município. É de responsabilidade do município tratar dos interesses do município e ocorre que a segurança pública é obrigação do Estado, e no entanto somos nós que estamos sofrendo com a insegurança que o Estado está promovendo”- ressaltou o vereador.
Assunção do Piauí sempre foi uma cidade pacata, mas infelizmente nos últimos anos essa tranquilidade vem se perdendo e a situação tem fugido da ordem pública, causando distúrbio ao sossego da população, tanto na zona urbana quanto na zona rural. A população anseia que realmente medidas urgentes sejam tomadas para devolver a paz e a segurança, e sobretudo, o resgate da confiança no trabalho da Polícia Militar.

Fonte: Portal Assunção.

Sindepol ameaça deixar pelo menos 150 municípios do Piauí sem delegado

A segurança pública do Piauí está exposta desde que os cortes de gastos do Estado atingiram as delegacias da Polícia Civil e os batalhões da Polícia Militar. Em Esperantina (179 km de Teresina), por exemplo, a delegacia está há uma semana sem fazer intimações e sem cumprir mandados de prisão e de busca.
Devido a situações como essas, o Sindicato dos Delegados do Piauí (Sindepol), decidiram parar por 24 horas e ameaçam deixar pelos menos 150 municípios sem delegados. Segundo a presidente do sindicato, Andréa Magalhães, existem apenas 56 delegados atuando no interior do Estado, o que obriga muitos deles a atenderem até 14 municípios. "Cada um agora vai responder apenas pela delegacia onde está lotado e cabe ao governador suprir essa falta", disse Andréa.
O delegado de Esperantina, Igor Gadelha , responde por sete municípios e diz que não tem condições de suprir sequer a demanda da cidade onde está lotado. "Falta combustível e até papel e tinta para impressora. Os delegados que estão custeando as despesas das suas delegacias", disse.
"Queremos que o governador apareça", diz delegada
A categoria também reivindica o cumprimento do acordo salarial, no qual os delegados receberiam uma parcela do reajuste de 7,5% em maio e a segunda, no mesmo percentual, em novembro. "Se o governo do Estado chegou a uma situação de sequer conseguir honrar seus compromissos e pagar seus servidores, eu acho que caberia a humildade de pedir intervenção federal", sugere a delegada.
O reajuste, que foi pago apenas em maio, estava previsto na lei orçamentária. Para Andréa Magalhães, o governador precisa explicar o destino dado a esses valores. "Se houve destinação diversa, peço ao Ministério Público Estadual que tome providências imediatas, uma vez que são casos graves e que devem ser apurados devidamente. Agora, se o Estado tem dinheiro, a gente pede que o governador apareça, converse e mostre efetivamente que vai honrar os compromissos", disse.
Os delegados da capital e do interior estiveram na manhã de hoje (24) em frente ao Palácio de Karnak, juntamente com outras sete categorias de servidores do Estado. A partir das 20h, outra mobilização está programada na Central de Flagrantes, onde haverá paralisação geral por uma hora.

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