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| Caverna da fumaça em Brejinho/Assunção-PI |
Especializado em geologia do petróleo, com mais de 30 anos de serviços prestados à Petrobras, Pedro Victor Zalán (ZAG Consultoria) acredita que esta fumaça deve ser oriunda da combustão natural de depósitos de carvão de idade permo-carbonífera que jazem em profundidade abaixo da caverna mostrada.
"A caverna é claramente localizada em arenito que lembra a Formação Poti, de idade carbonífera. Associado a este arenito deve haver algumas camadas de carvão que entraram em combustão por processos absolutamente naturais," salientou o especialista.
Segundo Zalán, os depósitos de um pó amarelo sobre a rocha, mostrados pelo autor do vídeo, são claramente compostos por enxofre e seriam resultantes da queima de pirita (sulfeto de ferro) comumente associada ao carvão.
"O fenômeno de combustão natural de carvão em subsuperfície é um fenômeno relativamente comum em bacias sedimentares portadoras destas rochas e pode perdurar por vários anos", afirmou o geólogo.
Já que não foi pessoalmente ao local da ocorrência, o entrevistado reconhece que sua hipótese sobre a origem da fumaça em questão é baseada na descrição do vídeo, somada aos conhecimentos e às experiências profissionais acumuladas em anos de carreira.
"Trata-se de uma explicação à distância, sem ter recolhido o gás para análises, apenas apontando que tal fenômeno é comum em bacias sedimentares que contenham camadas de carvão. Petróleo e gás não pegam fogo em subsuperfície por causas naturais. Carvão sim! Não há nenhuma possibilidade de ser um vulcão. Portanto, por estar na borda leste da Bacia do Parnaíba, a explicação da combustão natural de camadas de carvão é a mais plausível".
Fonte: Judivan Mota
Video: Iderlon Lima

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