Trabalhadores Rurais residentes na
localidade Centro do Meio, zona rural do município de Assunção do Piauí,
receberam na manhã desta quinta-feira (26), uma ordem de reintegração e
manutenção de posse a desfavor dos mesmos. A ordem foi expedida pelo
Tribunal de Justiça do Estado do Piauí,
Um oficial de Justiça acompanhado de
policiais lotados no GPM de Castelo do Piauí e na Segunda Companhia de
Policia Militar de São Miguel do Tapuio, esteve no local por volta das
10 horas da manhã, para fazer valer a ordem de despejo dos moradores da
terra e garantir a ordem de reintegração e manutenção de posse.
A ordem de reintegração de posse iniciou
após um empresário dono de empresa de ônibus de Teresina, questionar que
a terra onde os moradores residem é de sua propriedade. Por outro lado
os moradores afirmam que a terra onde os mesmos moram, não pertence a
terras compradas pelo empresário.
Segundo informações de populares o clima
no local é delicado, mas os agricultores garantem que não estão armados
com armas de fogo, pois em suas casas existem apenas ferramentas de
trabalho, como foices, enxadas e machados, ferramentas essas que são
usadas para o trabalho de roça no dia a dia.
Na ação desta manhã de quinta-feira(26), três pessoas foram
detidas, o ex-veredor Raimundo Bezerrinha (atual Chefe de Gabinete do
prefeito da cidade), Lindalberes Nascimento (agricultor local) e Antonio
Bezerra da Silva (DIDI), agricultor aposentado. Os detidos foram
liberados na tarde desta quinta-feira (26) e já se encontra em suas
casas.
Por volta das 10:00h o Sindicato dos
Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) foi convocado para tomar
conhecimento dos fatos, representado pelo Presidente José Caetano da Silva,
que ao chegar ao local encontrou as famílias apavoradas e parte de uma
das casas destruídas por policiais, segundo depoimento do morador Luiz
Lopes Lira e, a partir daí o STTR comunicou o fato para a Assessoria
Jurídica da FETAG-PI.
Não contente com a resistência dos moradores, por volta das 15:00h o Capitão Reginaldo da PM de São Miguel do Tapuio e um Oficial de Justiça chegaram novamente ao local com homens e policiais para dar continuidade ao ato de desocupação, desta vez trazendo um topógrafo para gerar um mapeamento de área, sob guarda da polícia, e mandou que os trabalhadores do fazendeiro vizinho derrubassem uma das casas, quando mais uma vez o STTR foi chamado e, ao chegar ao local o Presidente do STTR pediu a cópia do mandado de segurança ao Capitão da PM e este alegou não portar no momento o documento solicitado e, diante disto o Presidente do STTR pediu, de forma amigável, que os policiais se retirassem do local e parassem com aquela atitude até que a Comissão de Direitos Humanos do Piauí compareça ao local e, assim o conflito foi acalmado por este dia e a casa teve sua demolição suspensa.
A pedido do STTR de Assunção do Piauí, uma Comissão Especial composta pelo STTR de Assunção do Piauí, FETAG/PI, OAB/PI, INCRA-PI, ALEPI e Polícia Militar do Piauí irão, a partir de sexta-feira (27/09), acompanhar o processo que gerou o conflito e buscarem uma saída para que o caso seja solucionado o mais breve possível sem deixar grandes prejuízos as partes, "no Brasil que vivemos hoje não se pode mais uma autoridade mandar despejar, sem direito a defesa, uma família que mora ali há mais de 20 anos", disse o Presidente do STTR Caetano Silva.
Não contente com a resistência dos moradores, por volta das 15:00h o Capitão Reginaldo da PM de São Miguel do Tapuio e um Oficial de Justiça chegaram novamente ao local com homens e policiais para dar continuidade ao ato de desocupação, desta vez trazendo um topógrafo para gerar um mapeamento de área, sob guarda da polícia, e mandou que os trabalhadores do fazendeiro vizinho derrubassem uma das casas, quando mais uma vez o STTR foi chamado e, ao chegar ao local o Presidente do STTR pediu a cópia do mandado de segurança ao Capitão da PM e este alegou não portar no momento o documento solicitado e, diante disto o Presidente do STTR pediu, de forma amigável, que os policiais se retirassem do local e parassem com aquela atitude até que a Comissão de Direitos Humanos do Piauí compareça ao local e, assim o conflito foi acalmado por este dia e a casa teve sua demolição suspensa.
A pedido do STTR de Assunção do Piauí, uma Comissão Especial composta pelo STTR de Assunção do Piauí, FETAG/PI, OAB/PI, INCRA-PI, ALEPI e Polícia Militar do Piauí irão, a partir de sexta-feira (27/09), acompanhar o processo que gerou o conflito e buscarem uma saída para que o caso seja solucionado o mais breve possível sem deixar grandes prejuízos as partes, "no Brasil que vivemos hoje não se pode mais uma autoridade mandar despejar, sem direito a defesa, uma família que mora ali há mais de 20 anos", disse o Presidente do STTR Caetano Silva.


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