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segunda-feira, 18 de março de 2013

Seca faz feijão aumentar o preço na cidade de Assunção do Piauí

O produto mais popular da mesa do brasileiro, o feijão, tem ficado cada vez mais raro na mesa dos piauienses que vivem no município de Assunção do Piauí, localizado a 237 km ao Norte de Teresina. A cidade que já foi considerada a maior produtora de feijão do estado, teve perda de mais de 90% da lavoura devido a forte estiagem na região. A seca fez reduzir a oferta do produto que hoje é vendido na cidade pelo valor de R$ 8 reais.
“Os produtores perderam tudo que havia sido plantado. Nós estávamos esperando as chuvas do mês de março, mas já passamos da metade do mês e até agora nada. No mês de janeiro deu umas chuvas, mas não foram suficientes”, explicou a Tesoureira do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, Francisca Maria.
Os últimos grãos de feijão que restaram na cidade da safra passada foram armazenados no sindicato para evitar que na falta de ração para o gado, o produtor o utilize como alimento do animal. “A entidade resolveu armazenar o produto para poder atender o agricultor caso ainda demore muito para chover na região. Algumas pessoas nos pediram que ele fosse distribuído, mas achamos melhor não. Quando esse feijão acabar não sabemos como será”, disse.
O feijão armazenado será liberado aos agricultores se as chuvas ainda demorarem.
Mais de 80% das cabeças de gado foram perdidas na cidade. Os criadores do animal tem recorrido a Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB para conseguir o milho que é utilizado como alimento do animal. “Nós estamos nos viramos do jeito que dá. Procurando todo tipo de solução e ajuda para conseguir passar por essa seca”, comentou.
Os animais estão morrendo devido a falta de ração para consumo.
O governador Wilson Martins entregou no início do ano, 27 novas cisternas às famílias da cidade para garantir o abastecimento da água utilizada para consumo. As cisternas são abastecidas por meio de carros –pipas enviados a região pela Defesa Civil. “O carro-pipa passa uma vez por mês e as famílias recebem as fichas para receber a água que irá encher a cisterna”, explica Francisca.

Fonte: 180graus
Editor: Lídia Brito - Enviada do portal 180graus à Assunção do Piauí

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