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quarta-feira, 17 de abril de 2013

GAROTA DE 17 ANOS MORRE POR FALTA DE APARELHO DE INALAÇÃO EM ASSUNÇÃO DO PIAUÍ.


Foto:Divulgação da familia,
Laurinda  Torquato se Sousa

Uma jovem de apenas 17 anos faleceu na tarde de Segunda-feira(15) na cidade de Assunção do Piauí. Laurinda Torquato de Sousa(foto) era filha da agricultora Antonia Torquato de Sousa e estudava na Unidade Escolar Antonio Vieira de Araújo.

Laurinda residia na comunidade Olho D’água, zona rural de Assunção e veio a óbito em decorrência de uma parada cardíaca provocada por uma doença respiratória.

Segundo as agricultoras Aldenora Torquato de Sousa e Maria do Desterro de Sousa, tias da jovem, a garota passou mal por volta das 8 horas da manhã de ontem em sua residência e foi levada para a Unidade de Saúde de Assunção do Piauí.

Ao chegarem ao posto de atendimento tiveram que esperar o médico que só chegaria para atender no turno vespertino. De acordo com as tias de Laurinda que acompanharam a paciente, ela foi atendida por volta das 15 horas. O médico que realizou o atendimento prescreveu um medicamento para ser administrado através de inalação, porém quando a paciente foi levada ao setor onde fica o “aparelho de inalação” este estava danificado e não havia outro no local.

Com permissão do médico, apesar da paciente mostrar muita palidez e lábios amarelados, às tias levaram a jovem para sua residência, porém, durante o percurso a garota passou mal, momento em que decidiram volta, antes de chegar a Unidade de Saúde a garota sofreu uma parada cardíaca e teve morte imediata.

A redação do Assunção Livre tentou entrar em contato com o médico Dr. Fábio, responsável pelo atendimento a paciente, pra falar sobre o assunto, mas não conseguiu.

Segundo a Técnica de Enfermagem Maria Do Carmo Sousa Silva, o equipamento de inalação não funciona depois das 3 da tarde, por conta da baixa tensão de energia no estabelecimento e , isso faz tempo que vem acontecendo e falou mais: “na parte da manhã eu quis encaminhar a paciente para o Hospital José furtado de Mendonça em São Miguel do Tapuio, mas a própria paciente alegava ter condições de aguardar a chegada do médico e na ficha dela já havia registro de doenças respiratórias”, disse Maria do Carmo.

O grupo de jovens do PROJOVEM do município foi ao velório da estudante e, com muita comoção, prestaram homenagem de despedida, pois ela fazia parte do grupo. De outubro de 2012 para cá este é o terceiro caso que acontece naquele estabelecimento de saúde pública.

No mês passado, um jovem da Comunidade Lajeiro Branco, por falta de procedimento médico adequado, faleceu horas depois de ser atendido pelo médico, e todos os casos são filhos de famílias pobres agricultoras. Situações que nos levam a perguntar: até quando nossos jovens e adolescentes vão “morrer a míngua”?



Laurinda Torquato de Sousa, era aluna do PROJOVEM

Fonte: Assunçãolivre.com

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